É difícil falar em metas sem imaginar uma série de processos que envolvem determinação e disciplina. Confundimos metas com objetivos e sonhos sem saber ao certo a diferença entres eles, mesmo que estejam de certa forma, interligados, pois ambos se tratam de algo que almejamos.

Mas afinal, o que é uma meta?

Uma meta pode ser definida como todas as vertentes de determinado objetivo, a fase final e o êxito do mesmo.

Veja: “Quero parar de comer doce!” é um claro exemplo negativo de meta, pois se trata apenas de um desejo pessoal. Por que você quer parar de comer doce? Ficará sem comer doce pelo resto da vida? E como faria isso?

Para transformar isso em uma meta é necessário separar todos esses desejos em um plano de ação para concretizá-los. Considerando o mesmo exemplo anterior, mudar o

“Quero parar de comer doce!” para “Quero reduzir o meu consumo de açúcar!”. Como seria isso? Substituir o açúcar refinado por açúcar mascavo, não comer todos os dias uma sobremesa após a refeição, parar de beber refrigerante, estipulando um prazo até que isso esteja estabelecido na rotina de forma natural, como um hábito.

Funciona praticamente do mesmo jeito com as metas financeiras. Você não pode simplesmente decidir querer acumular na sua conta R$ 50 mil em 12 meses enquanto ganha apenas R$2.000,00 por mês, considerando a média salarial do brasileiro, segundo dados do IBGE (2017/2018). Mesmo que esses R$ 2 mil fossem investidos durante um ano, não teria o suficiente para acumular R$ 50 mil até o prazo final desejado.

Definir metas é como sair de casa sem destino definido, eu não saio de casa e me desloco aleatoriamente para qualquer direção, pois no final não chegarei a lugar algum. Isso te deixaria mais suscetível ao fracasso em comparação àquele que possui metas estabelecidas, pois você perdeu tempo e energia enquanto poderia estar focado no sucesso de uma meta específica.

As metas financeiras estão intrinsecamente ligadas ao nosso sucesso, afinal quem não quer parar de depender da aposentadoria pelo INSS, de atrasar os boletos e sofrer com os famosos juros abusivos e, finalmente conquistar a tão sonhada independência financeira?

Pode não ser tão fácil para alguns traçar e se engajar a cumprir essas metas, por isso nós do Salva-Dívidas temos para você 5 dicas de OURO que vão te guiar para iniciar esse árduo processo na definição de metas.

1 – SEJA CONSCIENTE

Ter plena consciência do que você deseja é fundamental para acrescentar metas importantes que você não havia pensado antes e, para eliminar aquelas que são evidentemente desnecessárias. Mas não as elimine antes de fazer a lista completa de todas as suas metas, desde o tênis novo que você decidiu que precisa até a sua necessidade de trocar de carro.

É imprescindível que as metas sejam minuciosas, dessa forma será mais fácil traçar um caminho direto para alcançá-las, ex.: “Eu preciso de R$400,00 reais a mais por mês, até o dia X para comprar uma máquina de sorvete, pois preciso alavancar as vendas da minha lanchonete no verão.”

2 – ORGANIZAÇÃO E SELEÇÃO

Desta lista enorme, quais as metas de curto, médio e longo prazo? Em 1 ano você vai conseguir trocar o carro ou ganhar aquela promoção no trabalho que você acabou de ser contratado?

É necessário saber o que está ao nosso alcance de imediato e o que demanda mais tempo, por exemplo, comprar um apartamento à vista. Então dentre as metas citadas por você na sua lista, separe aquelas de 3 meses, 1 ano, 5 anos e, por fim, 10 anos.

Procure ser o mais sensato e realista possível.

3 – PLANEJAMENTO

Para cada meta definida, é fundamental a criação de submetas. Vamos imaginar que você possui R$6.000,00 de um financiamento em atraso e que seu objetivo é quitá-lo em até 3 meses. Supondo que parte do seu salário é direcionado para contas fixas (água, luz, condomínio) e outra parte às despesas relativas (alimentação, transporte, lazer) o que deveria ser feito para que você consiga, em 3 meses, se livrar dessa dívida?

– Diminuir gastos (parando de almoçar todos os dias naquele restaurante que o prato executivo é R$20,00)

– Gerar renda extra (vender brigadeiro, passear com o cachorro do vizinho aos finais de semana, começar a dar aulas, vender picolé no calor, dentre outros meios)

– Investir uma quantia em alguma corretora de sua confiança (Poupança não!)

– Tente negociar sua dívida

Essa dica é uma das mais importantes porque será nela que você deliberará maneiras de alcançar a meta e enxergará qual a barreira que está atrapalhando o seu sucesso.

4 – AGIR

Não use desculpas para desistir de uma meta que parece ser inalcançável, não adianta planejar tudo minuciosamente e na hora da prática, abandonar o navio por conta da dificuldade.

É de suma importância que no final desse processo de organização e planejamento, você tenha uma visão clara para que possa em fim, começar a agir. Manter o foco e a determinação é primordial para que você não esqueça dos objetivos definidos e para que não se confunda com o prazo e submetas de cada uma delas.

Você deve começar isso AGORA! Pois o ano novo já passou e até chegar janeiro de novo, levará tempo.

5 – MANTENHA-SE EM ALERTA

Analise suas metas com freqüência, priorize aquelas que serão melhores para você no futuro, te trazendo certos benefícios ou lucro. O ideal seria focar em 3 metas de curto prazo, 2 metas de médio prazo e 1 de longo prazo, dessa forma, você não acumula metas de enfeite, podendo se doar igualmente para cada uma delas, sem muita confusão.

Agora que você possui clareza na definição das suas metas, é imprescindível o compromisso por parte daquele que deseja alcançar o quanto antes suas metas.

Trabalhar duro e não se acomodar, estar sempre adepto às mudanças econômicas do país, sabendo qual direção certa ir para não cair no abismo do brasileiro financeiramente frustrado é extremamente importante para o seu desenvolvimento tanto pessoal como profissional.

Agindo assim, estaremos rumo a um grande passo na sua vida. Mais importante que se informar sobre educação financeira é colocar em prática o que foi aprendido e usar como exemplo, naturalmente, para mudar a vida de outras pessoas.