Se você já passou por uma situação igual a essa, sabe exatamente como é desconfortável receber ligações mesmo com a dívida já paga. Mas por que isso acontece?

O primeiro passo é verificar com o banco ou a assessoria de cobrança responsável do motivo da cobrança se a dívida está realmente paga. É claro que se efetuamos o pagamento corretamente com um boleto do banco e temos o comprovante, o mínimo que vamos querer é a baixa do pagamento.

Porém temos que entender que ela não é imediata, dependendo da assessoria pode levar até 5 dias úteis para que ela ocorra. Além disso, é de extrema importância ter em mãos o comprovante do pagamento e o boleto que utilizou para efetuar o mesmo. Isso será a comprovação de que a dívida realmente esta paga.

A resposta para essa pergunta é que provavelmente ocorreu um problema na baixa do pagamento, que se deve a uma série de fatores sendo eles: 

Pagamento de boleto vencido

Antes de qualquer coisa, é preciso verificar a data do pagamento especificada no boleto. Isso é muito importante, justamente para evitar possíveis transtornos. Porque nesse caso o cliente terá que solicitar um novo boleto com valor atualizado ou pagar a diferença de valores que faltou.


Pagamento efetuado pelo carnê

É importante ressaltar que a responsabilidade de encaminhar o carnê para os clientes é do banco. Então no momento em que você se encontrar inadimplente por não ter recebido ele ainda, é essencial entrar em contato diretamente com o credor a fim de solucionar seu problema sem maiores dores de cabeça.

Além disso, é preciso estar atento com a data de vencimento de cada parcela. Com o atraso das mesmas, o banco envia o contrato para ser cobrado por uma assessoria. O que acontece é que muitas vezes o cliente paga pelo carnê mesmo estando em atraso e esquece que devido ao atraso são cobrados juros, multa e taxa e por essa razão, a baixa não irá ocorrer.E

Estorno de pagamento

Estornar significa retificar um lançamento, creditando o que havia sido indevidamente debitado ou vice-versa. É uma ótima ferramenta utilizada pelo banco e instituições financeiras a fim de corrigir os erros ocasionais que podem ocorrer tanto pelo banco, quanto pela própria pessoa. O estorno de um pagamento é uma anulação da transição financeira que foi realizada. Portanto, o pagamento não terá êxito.

Agendamento

Na hora do pagamento muitas pessoas não se dão conta, mas acabam marcando a opção de “agendar o pagamento”. Assim, a efetivação só será realizada na data indicada e em muitos casos, no momento em que o banco executa a cobrança, a pessoa não tem saldo suficiente. Por isso, o pagamento não é efetivado com sucesso.

É importante ressaltar que mesmo com o conhecimento que o agendamento pode ser feito, as pessoas não sabem que isso pode ocasionar a falta do registro pelo banco.

  • Boleto sem registro

Vale ressaltar que o pagamento do boleto sem registro só será aceito no banco emissor, mesmo antes da data do vencimento. Por isso, devemos ficar atentos quando retirarmos o boleto. O ideal é retirar no próprio banco, pela internet banking ou pelos intermediadores da cobrança (assessorias).

  • Erro na digitação do código de barras

Quando o cliente faz o pagamento pelo código de barras, é possível que o código informado não seja o mesmo do boleto. Por isso, o ideal é conferir os números da linha digitável com calma, para que não digite algo errado, por que senão pode ocorrer a inconsistência do pagamento.

  • Duplicidade de pagamento

Ocorre quando o cliente paga duas vezes a mesma parcela, nesse caso é necessário entrar em contato com o banco/assessoria de cobranças enviando os comprovantes bancários e os boletos, para que solicitem a baixa da parcela seguinte ou estorno do valor para o cliente.

Para evitar que algum desses problemas na baixa do pagamento ocorra, devemos reparar em alguns pontos que são significativos no boleto bancário e devemos prestar muita atenção principalmente na hora de efetuar o pagamento.

  • Sacado

É quem paga o boleto.

  • Cedente

Trata-se do emissor da cobrança, ou seja, quem efetuou a prestação do serviço. No caso da utilização de um intermediador de pagamentos, será o nome da empresa que aparecerá como cedente ou do banco.

  • Sacador/Avalista

Nome e CPF ou CNPJ da pessoa que irá receber o pagamento.

  • Agência e Código do Cedente

A agência varia entre três e quatro dígitos. Em alguns bancos pode ser que tenha somente uma.

Código do Cedente também chamado de Código do Beneficiário e é representado por, no mínimo seis e, no máximo 12 números. A quantidade depende da carteira de emissão.

  • Valor do boleto bancário

É o preço que custa o serviço ou produto objeto da emissão do título.

  • Data do vencimento

É o prazo máximo que o sacado tem para efetivar o pagamento do boleto bancário. Ao ultrapassar este período, ele fica responsável por arcar com a mora, multa e juros resultantes do boleto.

  • Multa de mora e juros

Quando o sacado não cumpre com a sua obrigação de pagar o boleto bancário até a data do vencimento que consta no título, ele pode sofrer algumas penalidades previstas na lei.

  • Nosso número

É como se fosse o RG do boleto, em vista disso jamais dois boletos poderão ter o mesmo “nosso número”. Essa sequência faz parte da linha digitável.

  • Linha digitável

É o número que vem com o código de barras. Esse código permite o pagamento do título sem a necessidade de imprimi-lo. Ele pode ser realizado no caixa eletrônico, no balcão com operador de caixa ou pela internet.

É importante saber que se o banco não receber o pagamento, o contrato será enviado para o escritório de cobrança. Os dias em atraso podem variar de banco para banco de 1 a 15 dias. Portanto, devemos ficar muito atentos quanto aos dados do emissor e pagador (CPF ou CNPJ), valor a ser pago e a data do vencimento do boleto, que são enviados pelo banco ou pela assessoria de cobranças.

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