Essa é realmente uma questão a ser discutida. Com os juros e encargos sendo somados diariamente á sua dívida muitas vezes perde-se a noção de quanto aquilo já acumulou, virando assim uma bola de neve, muito cara por sinal. E isso já levanta a importância de se atentar a datas e prazos dados, até porque na maioria das vezes tudo isso será contabilizado por um enorme sistema que não se importa muito com os imprevistos recorrentes no seu dia-a-dia.

E isso já leva á um assunto essencial, ainda mais quando estamos tratando de vida financeira, o ponto chave de tudo está em como você se organiza. Números, prazos, contas de entrada e saída, ou seja, todo o controle que se deve ter para evitar dívidas, e surpresas ao longo dos meses. Existem pessoas que possuem esse “talento” natural, outras devem se esforçar um pouquinho mais, e tudo bem, o que importa é entender que é aqui que tudo muda.

Reserve um tempo, sem pressa, e de preferência sem distrações, coloque na ponta do lápis todos os seus gastos, pode parecer repetitivo porque já citamos isso em outros textos, mas é importante reforçar que esse controle é essencial para dar início á uma vida financeira inteligente. Depois de listar todos esses pontos, desde os valores mais baixos até aqueles que doem no bolso só de pensar, anote a taxa de juros de cada uma delas e o Custo Efetivo Total (CET), que não é nada mais, nada menos o valor total do seu empréstimo.

O legal de investigar bem o CET é que ele inclui, além dos juros que sempre são os grandes vilões, a taxa de abertura de conta, o I.O.F, seguros, e todas as despesas e encargos incidentes, assim te dando uma noção mais ampla e segura com o que você está lidando.

Depois de todas essas análises, deixe tudo bem anotado, em um lugar que fique fácil para consultas futuras. Some todos esses valores, e de acordo com sua renda e suas despesas calcule o tempo aproximado que levaria para conseguir quitar essa dívida, é importante ser realista e sincero com si próprio, assim considerando variáveis e até mesmo possíveis imprevistos.    

Calculado o valor, veja também a porcentagem do C.E.T ao mês, e o tempo previsto para pagamento o que resultará no que de fato será gasto no final, tendo esse resultado em mãos procure um empréstimo de quitação que tenha juros mais baixos que os da dívida atual. Claro que não é fácil encontrar taxas acessíveis do dia para noite, mas existem hoje sites com ferramentas que filtram isso, mostrando os juros e taxas previstas e de acordo com isso a escolha da proposta mais vantajosa e cabível será mais clara.

Existem algumas empresas que oferecem esses créditos e empréstimos, mas é interessante comparar umas com as outras, analisando os pontos chave citado acima (C.E.T e juros mensais). Há também algumas plataformas que fazem essas comparações, como aqueles sites de procurar qual companhia aérea esta oferecendo a passagem mais barata, eles facilitam a busca em troca de um convênio com a empresa, no próprio site do Serasa tem essa ferramenta.

Lembrando que é bom entender que essas taxas e juros irão variar de acordo com o histórico, por isso é importante sempre que for preencher formulários dar o máximo de informações e detalhes possíveis. Assim ficarão mais realistas e condizentes com o respectivo perfil as propostas, e não pense que ele se baseará apenas naquilo que for declarando, porque esses sistemas possuem buscas muito aprofundadas e amplas, então caso tenha um score baixo ou o nome sujo, tais informações influenciarão nos resultados da busca. Vale reforçar que cada caso é um caso, e não adiantará comparar propostas oferecidas a outras pessoas.

Claro que essa movimentação poupará um pouco da dívida total, mas não solucionará o problema por completo, até porque haverá outra conta á pagar, o benefício é o valor menor. Mas caso não haja planejamento, isso tudo resultará no mesmo problema que estava anteriormente, por isso ter em mente que controlar e registrar tudo aquilo que entra e sai do bolso é essencial. Esteja ciente de tudo aquilo que concordar pagar.

Além de todas essas dicas você deve conhecer a si próprio e ter uma renda solida para arcar com as futuras parcelas, porque não adianta formalizar uma menor quantidade de parcelas com valores altíssimos que serão difíceis de arcar. Isso acabará afundando mais ainda seu barco, então tenha consciência e clareza diante das decisões tomadas.

Existem também outras maneiras de reduzir os juros de suas dívidas, como oportunidades em feirões para redução de parcelas proporcionadas pelas instituições de proteção ao crédito, como o Serasa e o SPC. E sempre haverá a chance de uma renegociação com o atual banco em que se encontra sua dívida Aqui mesmo há outros materiais que podem ajudar nessas negociações de maneira cuidadosa.

Com algumas das dicas que passadas aqui é normal já ter formado opiniões e talvez já decidido o melhor caminho, por isso é importante repensar e rever todas as opções disponíveis, isso para ter certeza do que de fato será a melhor opção, ser calculista e não se precipitar trará conseqüência notáveis, isso poderá poupar um pouco de dinheiro mas uma má decisão poderá fazer justamente o contrário.